quinta-feira, 15 de outubro de 2009

na corda bamba da paixão.

hoje foi um dia que me fez pensar muito. eu não tive nada pra fazer. então, pensei, pensei pensei. estar apaixonada é como estar tentando se equilibrar em cima de uma corda bamba de salto alto. é difícil, porque é alto, e você tem medo de se desequilibrar e cair. e não tem uma cama elástica lá embaixo pra te proteger. se você cai, você se machuca. é a mesma dor que alguém sentiria se realmente caísse lá de cima. aquela dor que queima e quebra os ossos e o nosso coração, e não resta nada além de migalhas. então você tenta ao máximo se manter de pé, mantendo a concentração para que nada aconteça de errado. para que nada desvie sua atenção. olhar pro lado já te faz cambalear. então você foca em alguém e segue em frente na corda. se você consegue chegar ao final, você vai ver que todo o esforço, concentração e dedicação valeram a pena. pois o prêmio final é o amor. mas se você cair antes de concluir o percurso. é certo que irá se machucar, e que talvez demore um tempo para se recompor. mas lembre-se que sempre haverá uma corda para que você tente se equilibrar!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

irreversível.

vamos lá! onde? não sei...viajar pelo fantástico mundo de mirela... onde tudo pode acontecer! minha cabeça está completamente virada de cabeça pra baixo ( pra variar)... mente cansada, corpo descansado até demais, coração em parte muito bem, em outras nem tanto! longa história! eu acabei de lembrar desse filme! "irreversível". e eu lembro perfeitamente de quando eu assisti e o quanto eu me agarrei à pessoa ao lado, com medo da cena de estupro de 10 minutos que parecia nunca acabar. eu chorei. eu odeio qualquer situação em que a mulher seja incapaz de se impor! odeio. eu acredito que nós, mulheres, temos capacidade de deixar muito broto por ai no chão. pedindo socorro, pedindo para que nós, pobres criaturas fragéis, os socorram. muitos deles acham que temos que concordam com tudo que eles imaginam ser verdades imutavéis. e que na maioria das vezes, são mentiras que suas mães contaram para que seus filhinhos sejam "homens". odeio homem machista que acha que mulher só serve pra sexo. alguns acham que nem pra reprodução nós servimos. nem isso. isso me deixa revoltada. das cavernas, trogloditas, ogros, e afins, entendam a coisa mais simples do mundo... nós: fragéis, irritantes, doces, tpêmicas, compreensivas, possessivas, passionais, racionais, mães, filhas, amigas e etc. somos mais fortes do que vocês podem imaginar! e estamos aqui COM vocês e não por vocês! MULHERES DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS! (karl marx é exemplo de homem hahaha!)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

grey's anatomy.

Em um hospital de seattle, onde pessoas morrem ou conseguem viver por um milagre no último segundo (milagres acontecem o tempo todo), existe uma equipe médica um tanto quanto peculiar. Casais, semi casais, médicos garanhões apaixonados por internas, médica interessada em uma pediatra, um médico mais frio que o RS, e tantos outros. E se você pudesse passar momentos do lado de alguém que você ama, mas que já deixou esse mundo? Supondo que você já tenha um companheiro, vivinho até demais, o que você faria? Difícil escolha. Eu não faço a menor idéia do que eu faria. Ainda mais com ele dizendo "eu estou aqui por você". No começo não dá pra entender. O toque, beijo, sexo com o ex-noivo, que morreu, ou com o espírito dele. Mas como você vai conhecer a mãe dele, se ele já morreu? Como você vai ter filhos com alguém que não está mais nesse mundo? Então, é hora de dizer adeus. E entender o que ele pretendia quando dizia "eu estou aqui por você". Paraíso e inferno. Sabe? Alucinações nunca são bons sinais. Eu sinto cheiro de doença, e não é de uma gripe, mas daquelas que mostram o quanto nós, seres humanos, não somos nada. O quanto nós devemos viver e fazer nossas escolhas. Pra talvez, em um outro plano e com muito estudo, entendermos o que realmente somos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

hug.


mil coisas borbulhando na minha cabecinha pequena. não faço a menor idéia por onde começar. ainda estou digerindo vários acontecimentos recentes. as mudanças que estão ocorrendo nessa minha vidinha estão me fazendo um bem que nem meus espíritos protetores acreditam, eu acho. ela que já foi morta-viva, e outras vezes tão cheia de coisa que só gente fora de si aguentaria. acreditem nisso quando eu falo. já estive muitas vezes fora de mim. e agora, muita coisa do passado está fazendo sentido. o por quê de certas coisas acontecerem na hora, no lugar, e com as pessoas certas ou erradas. enfim. às vezes, eu tenho vontade de sair gritando na rua o quanto meu namorado tem me completado de uma forma absurda. com aquele sorriso de menino bobo, aquele abraço de urso (amor, obrigada por não ter me deixado pular na piscina!), aquele rônco de porco na minha orelha (desculpa amor mas é verdade), com as brincadeiras sem graça na frente dos pais dele, com os nossos sonhos manipulados, com as nossas semelhanças, com as diferenças. incrível como em tão pouco tempo, nós estamos crescendo juntos. e ele tem me ajudado a crescer em algo que eu nunca imaginei que cresceria. eu nunca imaginei que teria ele do meu lado também. a única coisa que eu sei, é que ele me dá a paz e a força que eu preciso pra não querer fugir da vida. dessa que eu sempre quis tanto fugir e me esconder como uma criança medrosa. eu estou criando coragem pra crescer, me conhecer melhor, em todos os sentidos. estou em uma fase de mudanças. mudanças boas. jogar o lixo fora. até me deu vontade de fazer um free hug pela cidade. alguém se habilita?

sábado, 29 de agosto de 2009

a namorada neurótica.


ninguém no mundo tem a placa de “neurótica” estampada na cara como eu. todo mundo sabe. eu nunca escondi isso de ninguém. muito menos dos namorados que eu já tive. e do que eu tenho agora. eu preciso sim de carinho, atenção, e de todos os mimos que toda namorada adora. mas não suporto indiferença (leve isso como “ser desencanado demais”), quando não atendem meus telefonemas, ou quando eu encano com um tom de voz que não me agrada. eu sou a pessoa mais teimosa do mundo. dificilmente aceito opiniões contrárias às minhas. deve ser por isso que a minha mãe diz que eu sou chata pra caralho, e que vou morrer sozinha com 15 cachorros. eu sou absurdamente possessiva, impulsiva, e sensível. eu sei que não posso ser assim se quero ter um relacionamento saudável. ainda mais nessa loucura cheia de desapego que é o mundo. eu juro que tento me controlar. tento respirar e contar até 10, de trás pra frente, e vice-versa. eu tenho me espantado com a maneira que tenho me portado em algumas situações. liguei uma vez, não atendeu? foda-se. não ligo mais. antigamente, ligaria no mínimo 15 vezes. acho que estou aprendendo a me relacionar novamente com um ser do sexo oposto. depois de tanto tempo. eu tenho tanto carinho pra dar guardado aqui. às vezes, acho que vou explodir. porque realmente é muito. eu tenho muito pra dar além das minhas neuroses e dos meus pitis idiotas. por isso, não tenha medo de mim. eu só preciso de um tempo pra reencontrar as coisas boas que se perderam de mim, em mim mesma. precisava desabafar! minha companhia da noite vai ser uma barra de chocolate branco ao som do dallas green cantando happiness by the kilowatt. acho que estou de TPM! tomara! ou são os efeitos colaterais do rivotril! preciso ler a bula! leia a minha também, se puder!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

bring me your love.


eu não vou contar a história toda, mas há uns 4 anos atrás eu conheci um garoto. ele realmente mexeu demais comigo. mas ele foi um cafajeste, e ele sabe disso. enfim. o mundo dá voltas e a gente nunca sabe onde, como e porque ele vai parar naquela ou nessa situação. e eu me deparei com a volta desse mesmo cafajeste na minha vida. e eu percebi que ele deixou de ser aquele menino bobo de 4 anos atrás. eu cresci muito também. mas confesso que senti medo. de me apegar, de me abrir, de ceder. mas medo é coisa de gente covarde. e isso, eu não sou! não suporto gente covarde! então, eu fui me abrindo, cedendo e dando à mim mesma a oportunidade de ser feliz de novo. e eu nem vou falar o quanto me faz bem dormir e acordar ao lado dele. pedindo água. eu adoro quando ele me beija, e eu peço pra ele parar, e ele continua. e não vou falar também o quanto eu gosto de quando ele segura a minha mão e diz "gata". e o quanto ele me faz bem. eu quero que dê certo. quero ir dormir pensando nele, e tendo a certeza de que ele também pensa em mim ao dormir. quero e vou fazer ele feliz. e eu sigo desejando cada vez mais ele do meu lado. muita felicidade pra mim. pra ele. e pra nós!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

baú de memórias.


eu sou feita de lembranças e memórias. algumas ruins, outras boas, e outras inimagináveis. minhas memórias são uma das únicas coisas que ninguém pode, e nem poderá tirar de mim. estão em mim. marcas pequenas e grandes que nem o tempo apaga. algumas delas se escondem de mim, ou eu me escondo delas. mas elas não saem de mim. as lembranças ruins eu guardei em um baú bem escuro, e abro vez em quando, pra lembrar que ainda estou viva. e que nenhuma delas é capaz de tirar a minha força de sobreviver às mais variadas situações que a vida pode me trazer. e exite também o baú das lembranças boas e inimagináveis. ele é colorido e cheio de sorrisos, estrelas, e tudo de mais bonito que eu já vi. esse baú eu abro todo dia. ele me faz ter um motivo pra abrir os olhos de manhã. e de querer continuar abrindo todos os dias. é, o tempo não volta, as pessoas mudam. mas as lembranças ficam e são intransmissíveis.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

carências e tristezas afiadas.

minha alma está com uma "leve" inquietação desde sexta. ou seria sábado? depois da meia noite já era sábado. eu esperando ter uma noite super tranquila cheia de cerveja, tequila, amigos e risadas. tudo bem que rolou isso e mais um monte de coisa boa. mas a presença de alguém me incomodou. eu não estava esperando me irritar com a presença dele. às vezes eu me irrito com a capacidade que eu tenho de enxergar as pessoas de longe. quando eu me toquei, estava do lado de fora fumando um cigarro atrás do outro pra me acalmar, e pedindo mais mil cervejas pra esquecer. "ansiosa com a sua PRESENÇA*, dois cigarros na sequência, eu bebo sem parar". bem isso. e eu fiquei me sentindo uma idiota. com mil coisas presas aqui dentro pra falar e nada. não cheguei nem perto. até porque nem um oi eu ganhei. nem uma mãozinha me acenando de longe. só uns olhares disfarçados. ou nem isso. pra me afundar e escrever titanic na testa, eu pedi uma música da banda. e lembrei que eu mandei um trecho em um depoimento. ele nem devia lembrar. mas me senti uma idiota. e se ele lembrasse? espero que não tenha lembrado. a banda terminou o show tocando you only live once e eu pirando. pedindo mais. "desce uma tequila!". e pensando como e por que a presença dele me incomodou tanto. talvez seja mais uma das minhas encanações idiotas que nunca me levam a lugar nenhum. só me levam a um texto bobo e que me faz me sentir mais idiota ainda. com esperança que ele leia. é, talvez essa minha inquietação não seja tão leve assim. depois disso, alguém chegou e me agarrou, e por hora a inquietação parou. ou por horas. várias delas inclusive. eu estava sentindo falta de dormir com alguém. só pra dormir e ter alguém pra encher o saco de manhã dizendo "gato, tô com sede". no sábado um churrasco malandro com os amigos. dias inteiro com cerveja gelada e risadas. meus amigos dizendo que eu não presto. eles dizem que falam na minha cara. eu adoro esses meus amigos. mas eu presto sim, ok? e muito. quando eu quero, claro. de noite, dormir acompanhada de novo. dormi tão bem que até ronquei, me disseram. acordei vendo o dvd de um dos meus sonhos de consumo, o dallas green. manhãzinha de domingo massa. eu estava sentindo falta de um MIMIMI sem compromisso. às vezes faz bem.

ps: se você ler isso, já que eu não tenho coragem pra fazer nenhum tipo de contato com você, só pra avisar que o seu óculos está comigo ainda. e eu ainda tenho vontade de quebrar toda vez que vejo. haha

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

panela de pressão.

uma gripe forte me pegou essa semana. minha garganta está péssima. e isso sempre acontece quando eu tenho alguma coisa engasgada na garganta. e eu tenho várias aqui. daqui uns dias a gripe passa, e as coisas irão continuar engasgadas aqui. mas tudo bem. se um dia eu tiver a oportunidade, eu vomito na cara de alguém. se não, eu continuo engolindo. e uma hora alguém vai acabar vomitando na cara de alguém por mim. mas eu cansei, juro. de me importar com quem não quer, e talvez nem mereça que eu me importe. cansei de gente masoquista que sabe que vive uma mentira e continua quebrando a cabeça na mesma vidinha de merda. e o pior é que se conforma com o final escrito por ele mesmo. se conformar com vida de merda é patético. levantar a cabeça e tentar enxergar um futuro melhor já é um começo. mas eu parei de tentar fazer alguém entender isso. cansa. mudando de assunto. a minha vida está caminhando da forma que eu sempre quis e sempre imaginei pra mim. e isso é só o começo. essas últimas semanas me trouxeram uma paz que eu quase nem consigo acreditar que existe. eu ainda não consegui encontrar o motivo. talvez nem exista. e se não existir um motivo, melhor ainda. eu imagino o que seja, mas prefiro não pensar muito a respeito. entende? não? nem eu. mas é melhor assim.

terça-feira, 21 de julho de 2009

cold winter, hot heart.


perdi o sono. são 06:53 da manhã e eu devo ter ido dormir ás 02:30. culpa do remédio. eu sei. bebi algumas cervejas ontem e nem senti dor de cabeça. senti frio. muito frio. senti dor. mas uma dor diferente. a dor da ausência. ausência de que mesmo? ou de quem? eu guardo tanto amor aqui dentro. tanta vontade de fazer alguém feliz. vontade de me preocupar se ele anda descalço no chão frio, e que pode pegar um resfriado. de abraçar pra passar esse frio que não passa com 3 blusas. de chorar de alegria ao ganhar/dar um presente. de passar um final de semana inteiro na praia e comer camarão. de jogar video-game o domingo inteiro bebendo cerveja. de fazer amor e dormir abraçadinho. de imaginar um futuro perfeito mesmo que de brincadeira, e sabendo que nada foi, é ou vai ser perfeito. tudo isso, e mais uma montanha de coisa. coisa boa, coisa ruim. tudo depende. e tá tudo encaixotado aqui. esperando um apartamento, uma casa, ou de preferência uma kitnet nova. e a esperança da desocupação da kitnet antiga. que era pequena, com umas paredes que precisavam ser pintadas, mas que me dava o calor do mundo inteiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

44 caliber love letter.

eu preciso arrumar o meu quarto. eu juro que arrumo hoje. assim como eu preciso arrumar a minha vida. que não sai nunca do lugar. eu estou meio confusa esses dias. eu acho que é culpa do remédio. me deixa sonolenta. minha memória ficou uma merda em 3 dias. eu juro que não lembro o que comi ontem a noite. eu misturo com cerveja e a minha cabeça parece que vai explodir. e eu fico confusa. remédio, cerveja, frustração, água oxigenada. mistura perfeita pra ferver a minha cabeça. e a saudade continua. eu escuto alexisonfire e lembro daquele quarto, da porta branca. a janela com um cadeado improvisado. e daquele sorriso. como eu sinto falta daquele sorriso. eu ganhei um sorriso sábado. eu acho que foi pra mim. não foi o que eu esperava, mas foi um sorriso. e tem coisa melhor que o seu? meu aniversário tá chegando, e eu já estou ficando deprimida. eu queria que fosse a minha festa de 18 anos de novo. foi tão linda! eu estava vendo "ele não está tão afim de você" de novo. e a mocinha diz "eu sou a excessão". e o mocinho diz "você é a minha excessão". morri!

terça-feira, 14 de julho de 2009

última canção de amor.

eu escutei a mesma música hoje mil vezes. e lembrei. pensei. chorei. senti aquela falta que sinto diariamente. e aquela frase "fica difícil te enxergar por trás de um muro que a gente mesmo construiu em volta pra não ter que se olhar nos olhos". em uma conversa, ele diz "sabe por que você me perdeu mi?" eu penso, porque sou uma idiota. e ele diz "porque você teve medo de sempre viver a vida que tanto te faz falta agora.". é, eu sei. eu era uma garotinha com medo da rotina, e do que eu não viveria. e hoje em dia eu sinto falta. uma falta absurda. que dói dói dói e nenhum remédio faz passar. nenhuma droga alternativa. nada. e os meus amigos dizem "reage mirela, o brasil precisa de você". é o brasil precisa de mim. mas o que eu posso fazer se eu preciso dele? eu quero poder respirar diariamente do mesmo ar que ele novamente. se eu pudesse pedir só uma coisa. eu pediria aquilo. pra sempre. mas da vida, a gente não sabe. e é, eu sou uma idiota. eu assino o meu atestado de loser com um L enorme. perdi. perdi. perdi. e cansei de perder. se eu pudesse voltar, EU teria dado uma rasteira na vida. e não teria deixado ela fazer isso comigo primeiro. cansei das rasteiras que a vida dá. mas eu espero até a próxima vida. e na próxima, vai ser rasteira e chute no seu estômago vida! fica esperta! e até a nossa próxima vida, tá? eu juro que tô esperando ansiosa por ela!

terça-feira, 30 de junho de 2009

milonga.

eu to cansada dessa situação ridicula que só eu sei.
então para de fingir que eu não fui a porra da primeira mulher que você amou de verdade,
olha pra minha cara e dá oi! ou vai cair a sua boca?
não fala comigo por causa da atual?
quantas vezes eu não tive que aguentar fulaninhas por ai.
isso é coisa de gente medrosa.
falta de consideração do caralho.
e aqueles votos de felicidade.
me irritam.
se eu não te conhecesse tão bem, diria até que são verdadeiros.
eu me preocupo com a sua felicidade sabe? de verdade, mais do que deveria!
e na hora errada também. eu sei.
deveria ter me preocupado antes, bem antes.
mas não me preocupava porque você era feliz.
enfim.
eu precisava falar.
e desculpa pela "agressividade" :)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ressaca, catástrofes naturais e confusões amorosas.

e só pra variar um pouco.
mas bem pouquinho mesmo mesmo.
eu estou me sentindo uma idiota.
e culpada também.
pelo que? só eu sei. sabemos. não sei.
parece que não importa muito.
e eu queria tanto, mas tanto.
o que? não sei. isso eu não sei, mesmo.
fui dormir pensando e perdi o sono pensando.
em que? naquilo lá, nisso aqui, nele.
podia ser o meu professor de direito civil,
o meu amigo quase 20 anos mais velho que eu,
ou um dos meus vizinhos.
o padeiro da padaria que eu nunca vi.
podia ser qualquer um.
mas não. não foi. não é.
mas tudo isso, todas essas interrogações idiotas.
são só pra variar um pouco, mas só um pouquinho.
e essa indiferença me inquieta.
e ele? ele sabe, ele sabe.


"são as coisas que você não diz que me matam de medo (...)
eu devia ter ficado em casa e me deixado em paz."
já dizia ana carolina.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

carvão.

meu sábado merecia um post.
então aqui está.
o show do cara que foi o suposto motivo pro término de um dos meus namoros foi excelente.
decoração, arranjos, letras, sorrisos.
tudo perfeito.
o bar, o reggae pós show valeu a pena.
até o karaoke sujo.
sempre vale.
e eu espero que ele saiba, o outro.
não o cara do show.
aquele que me faz tremer as pernas e agir como uma menininha.
sem querer senti ciumes.
sem querer falava as coisas que eu não podia falar.
sem querer eu me entreguei.
eu sempre me entrego.
e fico me achando uma idiota depois.
idiota, porém feliz.
feliz por ter passado praticamente a noite inteira naquela carro.
por ter amanhecido naquele carro.
o frio, as janelas embaçadas, o calor.
eu acho que cochilei, não lembro.
eu lembro do sorriso, e daquele cabelo cor de carvão.
que cresceu desde a última vez que o vi.
eu fico pensando "como é bonito, o cabelo, o sorriso, como eu sou idiota!"
e lembrando da música "você enfiou seus pés numa jaca, cinderela compulsiva".
é, eu to sentindo que vou enfiar de novo.
mas essa ansiedade, essa vontade.
vale a pena.
sempre vale.
eu não queria que ele tivesse ido embora.
não sei quando volta.
não sei nem se volta.
e eu espero que ele saiba.
ou não.

quarta-feira, 4 de março de 2009

muito gelo e dois dedos d'água.

aquela ligação realmente me perturbou.

eu nem me lembro qual havia sido a última vez.

aquela voz me tremeu as pernas, as mãos.

meu coração ferveu por 5 segundos.

e logo voltou a ser o que tem sido.

gelei, ele gelou, o coração.

a indiferença me atingiu como vinte mil facas.

na cabeça, no corpo, na alma.

ou não.

a desculpa de ter sido sem querer não me convence.

o tom de voz também não convenceu.

nada me convence.

nem ele me convence mais, o coração.

o meu coração, ou o dele?

eu já nem sei mais.

eu me lembro vagamente de ter atirado o meu na fogueira.

da paixão, do amor, da ilusão, da solidão.

da vida?

que vida?

essa que eu vivo agora?

cheia de alegria que vai e vem.

cheia do vazio que sempre vem, e nunca vai.

o sorriso forçado de sempre, tentando esconder a dor.

a dor verdadeira de sempre, que quer de volta a paz.

e o que eu sou agora?

"um iceberg dentro de uma piscina de plástico."

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ausência, eu te amo, porra!

eu queria tentar me animar.
mas a alma tá cansada.
exausta, esgotada.
a sensação diária de um ratinho roendo,
a fina linha de lembranças boas de alguém.
o travesseiro diariamente molhado
por lágrimas de uma dor que não passa.
outros braços e abraços.
noites carregadas de álcool,
e outras substâncias.
nada passa.
apenas me corroi a alma,
os sentidos, o sono.
no mp3 as mesmas músicas de um ano atrás.
como se uma música fosse fazer alguém voltar.

http://br.youtube.com/watch?v=-R9nHSrCgfg

domingo, 18 de janeiro de 2009

(des)apego.

mais uma vez a noite acabou do mesmo jeito.
com as mesmas cores, ou seja,
em preto e branco.
como naquele filme.
eu estava me segurando.
me colocando de volta no lugar.
namorando o desapego.
sem ao menos notar que já havia acontecido.
eu me soltei.
sai do lugar.
o desapego me traiu.
com os olhos marejados,
eu percebi o quanto eu desejava ele aqui.
segurando os meus pés no chão.
eu quero esquecer o acaso.

sábado, 17 de janeiro de 2009

the blueberry nights.

quase um ano se passou
desde o dia que ele se foi.
pra não mais voltar, pra não mais chorar.
os nossos destinos se encontraram,
e não por acaso, se perderam.
talvez perder não seja a palavra certa.
cada destino seguiu o seu rumo.
ele resolveu seguir em frente.
eu simplesmente parei.
esperei, chorei, estagnei.
por quase um ano.
eu quero seguir.
voltar a sorrir, sentir e encontrar.
o meu caminho, o meu rumo.
o meu destino.

"como dizer adeus a uma pessoa
que você nunca imaginou viver sem?
eu não disse adeus.
eu não disse nada.
eu só me afastei.
eu decidi pegar o caminho mais longo pra atravessar a rua."