quarta-feira, 4 de março de 2009

muito gelo e dois dedos d'água.

aquela ligação realmente me perturbou.

eu nem me lembro qual havia sido a última vez.

aquela voz me tremeu as pernas, as mãos.

meu coração ferveu por 5 segundos.

e logo voltou a ser o que tem sido.

gelei, ele gelou, o coração.

a indiferença me atingiu como vinte mil facas.

na cabeça, no corpo, na alma.

ou não.

a desculpa de ter sido sem querer não me convence.

o tom de voz também não convenceu.

nada me convence.

nem ele me convence mais, o coração.

o meu coração, ou o dele?

eu já nem sei mais.

eu me lembro vagamente de ter atirado o meu na fogueira.

da paixão, do amor, da ilusão, da solidão.

da vida?

que vida?

essa que eu vivo agora?

cheia de alegria que vai e vem.

cheia do vazio que sempre vem, e nunca vai.

o sorriso forçado de sempre, tentando esconder a dor.

a dor verdadeira de sempre, que quer de volta a paz.

e o que eu sou agora?

"um iceberg dentro de uma piscina de plástico."

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ausência, eu te amo, porra!

eu queria tentar me animar.
mas a alma tá cansada.
exausta, esgotada.
a sensação diária de um ratinho roendo,
a fina linha de lembranças boas de alguém.
o travesseiro diariamente molhado
por lágrimas de uma dor que não passa.
outros braços e abraços.
noites carregadas de álcool,
e outras substâncias.
nada passa.
apenas me corroi a alma,
os sentidos, o sono.
no mp3 as mesmas músicas de um ano atrás.
como se uma música fosse fazer alguém voltar.

http://br.youtube.com/watch?v=-R9nHSrCgfg

domingo, 18 de janeiro de 2009

(des)apego.

mais uma vez a noite acabou do mesmo jeito.
com as mesmas cores, ou seja,
em preto e branco.
como naquele filme.
eu estava me segurando.
me colocando de volta no lugar.
namorando o desapego.
sem ao menos notar que já havia acontecido.
eu me soltei.
sai do lugar.
o desapego me traiu.
com os olhos marejados,
eu percebi o quanto eu desejava ele aqui.
segurando os meus pés no chão.
eu quero esquecer o acaso.

sábado, 17 de janeiro de 2009

the blueberry nights.

quase um ano se passou
desde o dia que ele se foi.
pra não mais voltar, pra não mais chorar.
os nossos destinos se encontraram,
e não por acaso, se perderam.
talvez perder não seja a palavra certa.
cada destino seguiu o seu rumo.
ele resolveu seguir em frente.
eu simplesmente parei.
esperei, chorei, estagnei.
por quase um ano.
eu quero seguir.
voltar a sorrir, sentir e encontrar.
o meu caminho, o meu rumo.
o meu destino.

"como dizer adeus a uma pessoa
que você nunca imaginou viver sem?
eu não disse adeus.
eu não disse nada.
eu só me afastei.
eu decidi pegar o caminho mais longo pra atravessar a rua."

domingo, 19 de outubro de 2008

queda livre .

quando ele me disse "mi, pula cara, sem medo",
eu SABIA que ia acabar pulando, e que ia pagar um preço alto por isso.
fazia 10 meses que eu não encontrava alguém que me fazia o bem que ele fez.
e ele tava lá em um dos momentos mais tensos da minha vida. e isso foi bom também.
ele me pegou pela mão, e me beijou.
e eu quase esqueci da presença de uma certa pessoa.
agora eu sei que eu posso encontrar outro alguém que me faça bem.
então, eu sou grata por aquele idiota apaixonante ter aparecido.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

começo, meio ou fim?

eu tentei, de verdade.
eu tentei não me deixar levar por aquele calor que ele trazia, e por aqueles sorrisos tão apaixonantes.
o ar condionado estava ligado e mesmo assim eu suava. muito.
e ele também.
sem sono.
seis horas da manhã.
a gente rolava na cama, suando e soltando gemidos.
gozei. e dormi.