segunda-feira, 13 de setembro de 2010

a espera.

e o que eu faço com essa sensação, ou sei lá o nome que eu posso dar pra isso que eu tenho sentido. espera, talvez? é, pode ser. vou chamar de espera. uma espera de que algo terrivelmente maravilhoso aconteça e ilumine mais os meus dias. certa vez, alguém me disse algo do tipo: 'garota, viver a vida contando as horas pra chegar o outro dia não é bom'. será que é isso que eu estou fazendo? se for isso, é uma coisa muito triste, mas que não me faz mais diferença. ou talvez tudo isso só seja a falta de alguém pra me abraçar no fim do dia e dizer 'tudo vai ficar bem'. mas eu realmente não sei se quero isso, se eu posso lidar com isso agora. não com as coisas ficando bem, mas com a pessoa me esperando pra me abraçar no fim do dia. quando eu vou conseguir deixar essa concha? às vezes, não ter as respostas me assusta. mas só às vezes, em dias como hoje, domingo à noite.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

vazio opcional.

peço desculpas ao blog por ter deixado ele ficar parado e vazio por tanto tempo. a minha vida está mudando depressa demais, e eu já deveria ter me acostumado com isso, mas não dá. embora as coisas estejam caminhando de forma correta, ou pelo menos uma grande parte delas, existe umazinha delas que não caminha. e se caminha é para trás. eu sempre soube que essa parte da minha vida seria difícil de reconstruir ou de deixa-la um pouco mais fácil de conviver. cheguei até a pensar que seria impossível, mas apesar das pedras e dos vermes que apareceram no caminho, e até do meu próprio coração que na maioria das vezes se negou a isso, eu percebi que ainda seria possível recomeçar se eu estivesse disposta a isso. o meu vazio hoje em dia é diariamente preenchido com família, trabalho, faculdade, poucos amigos mas muito importantes, e um pouco mais de vazio. mas não é como o vazio antigo, é uma espécie de vazio amargo e doce. aquele que dói mas sara; que atormenta e acalma em seguida. é o meu vazio opcional. eu criei uma espécie de defesa, aonde eu machuco antes para não ser machucada. eu sou muito em pouco tempo, e não me permito continuar sendo. algumas pessoa acham, pensam, falam a respeito, que é maldade, filha da putisse. mas o que ninguém SABE é o que eu sinto, vejo, vi, vivi. houve uma época da minha vida em que por mais que eu lutasse contra isso, mesmo que da maneira errada, tudo que eu queria era passar o tempo em uma cama. houveram dias em que eu realmente não levantava, e pensava que eu poderia apodrecer ali, não iria fazer diferença. eu decidi apagar tudo que me pudesse fazer sofrer de novo, me desfiz de sentimentos que me pudessem me colocar naquela situação novamente. o problema de amar demais é que quando acaba, parece que a gente nunca mais vai sentir com a mesma intensidade. eu decidi que não ficaria esperando a minha próxima oportunidade, até porque eu nunca acreditei que aconteceria de novo. eu me fechei como um cofre, mas nunca soube a combinação. não descobri até hoje, e nem sei se vou um dia. mas assim como o sofrimento, o vazio também pode ser opcional, mas esse, vale a pena.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

violetas na janela.




aceitar que as pessoas são como são.
respeitar suas escolhas.
mudar o que for preciso em mim.
regar as sementes boas que já existem em mim.
o resto?
vai acontecendo aos poucos.
e o destino há de ser bom comigo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010




eu tinha até esquecido que esse blog existia. mentira, eu esqueci a minha senha. e perdi a vontade de escrever. na verdade, perdi vontade de fazer muita coisa. eu sinto que cada vez mais, eu sinto menos, sabe? eu nunca fui uma pessoa vazia, muito pelo contrário, sempre senti demais. quase morri por sentir tanto. agora eu sinto falta de sentir. porque eu não tenho sentido nada, e quando eu começo a sentir, alguma coisa dá errado e eu tenho que parar. sentir ou não sentir? qual o sentido de sentir alguma coisa, qualquer coisa? eu tenho medo de descobrir.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

na corda bamba da paixão.

hoje foi um dia que me fez pensar muito. eu não tive nada pra fazer. então, pensei, pensei pensei. estar apaixonada é como estar tentando se equilibrar em cima de uma corda bamba de salto alto. é difícil, porque é alto, e você tem medo de se desequilibrar e cair. e não tem uma cama elástica lá embaixo pra te proteger. se você cai, você se machuca. é a mesma dor que alguém sentiria se realmente caísse lá de cima. aquela dor que queima e quebra os ossos e o nosso coração, e não resta nada além de migalhas. então você tenta ao máximo se manter de pé, mantendo a concentração para que nada aconteça de errado. para que nada desvie sua atenção. olhar pro lado já te faz cambalear. então você foca em alguém e segue em frente na corda. se você consegue chegar ao final, você vai ver que todo o esforço, concentração e dedicação valeram a pena. pois o prêmio final é o amor. mas se você cair antes de concluir o percurso. é certo que irá se machucar, e que talvez demore um tempo para se recompor. mas lembre-se que sempre haverá uma corda para que você tente se equilibrar!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

irreversível.

vamos lá! onde? não sei...viajar pelo fantástico mundo de mirela... onde tudo pode acontecer! minha cabeça está completamente virada de cabeça pra baixo ( pra variar)... mente cansada, corpo descansado até demais, coração em parte muito bem, em outras nem tanto! longa história! eu acabei de lembrar desse filme! "irreversível". e eu lembro perfeitamente de quando eu assisti e o quanto eu me agarrei à pessoa ao lado, com medo da cena de estupro de 10 minutos que parecia nunca acabar. eu chorei. eu odeio qualquer situação em que a mulher seja incapaz de se impor! odeio. eu acredito que nós, mulheres, temos capacidade de deixar muito broto por ai no chão. pedindo socorro, pedindo para que nós, pobres criaturas fragéis, os socorram. muitos deles acham que temos que concordam com tudo que eles imaginam ser verdades imutavéis. e que na maioria das vezes, são mentiras que suas mães contaram para que seus filhinhos sejam "homens". odeio homem machista que acha que mulher só serve pra sexo. alguns acham que nem pra reprodução nós servimos. nem isso. isso me deixa revoltada. das cavernas, trogloditas, ogros, e afins, entendam a coisa mais simples do mundo... nós: fragéis, irritantes, doces, tpêmicas, compreensivas, possessivas, passionais, racionais, mães, filhas, amigas e etc. somos mais fortes do que vocês podem imaginar! e estamos aqui COM vocês e não por vocês! MULHERES DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS! (karl marx é exemplo de homem hahaha!)